domingo, 29 de novembro de 2009

Poder demais para o “Cacique”

cacique

Após enfrentar um período de Ditadura, que considero ter sido “branda” em relação às ditaduras Cubanas, Soviéticas, Norte Coreanas e Chinesas, o Estado Brasileiro, buscou medidas para afastar a idéia de autoritarismo, e adotou a políticas “liberais” que logo foram seguidas e adotadas pelos 3 poderes, com o objetivo de consolidar a política e econômica do país. Tais medidas, logo  passaram a ser percebidas como ”ingenuidade”, por aqueles que desde muito tempo  estavam dispostos a conquistar o poder, quer seja pelas armas ou pela politicagem,  pois o consideram seu “por direito”. O povo brasileiro é composto em sua grande maioria de pessoas  criadas, bem ou mal, dentro dos princípios cristãos, pois sua origem  vem de famílias católicas ou evangélicas. Assim sendo, impera a máxima cristã: faça ao seu próximo o bem que deseja que façam com você, que faz com que as pessoas não estejam preparadas para enfrentar quem não pensa desta forma. A boa índole da maioria da população (pois existem os de má índole) somada a frouxidão liberal com que foram tratadas as questões legislativas, permitiu que um grupo partidário defensor de valores anticristãos como aborto,sodomia, tivesse acesso ao poder e aplicasse sistematicamente sua máxima “faça com os outros antes que eles façam com você”, mas sem nunca assumi-la. Com um discurso pasteurizado, e aparentemente cristão, inicialmente, para não assustar, foram adotando  a política do grão em grão  - “de grão em grão a galinha enche o papo” – e começou o loteamento partidário do estado, tomando conta de posição por posição, cargo por cargo, colocando em posições estratégicas compadres partidários e aliados que tivessem um rabo preso, como ensinou Maquiavel em “O príncipe”. Após 2 mandatos consecutivos, o partido do governo, multiplicou extraordinariamente sua influência, nacional e internacionalmente. Com acesso irrestrito ao cofre, e tendo feito muitas alianças estratégicas, sempre com o cuidado de escolher parceiros com manchas morais ou um fatos que o desabonam a conduta, para na hora certa, serem expostos e substituídos por partidários “confiáveis”. Com tantas alianças, com tantos rabos presos, com tanto dinheiro canalizado ou como preferem dizer “não contabilizado”, foi sendo clientelizado também o poder legislativo, que aprova tudo conforme o preço combinado. Faltava ainda o poder Judiciário, que orgulhoso de si mesmo, não percebeu o agigantamento do poder executivo e a domesticação do poder legislativo. Com a perda por morte ou aposentadoria de grandes juristas e autoridades de ilibada carreira pública, foram sendo paulatinamente “aparelhados” sob “critérios maquiavélicos”, os  principais órgãos colegiados do Judiciário, de forma a comungar preceitos ideológicos, antes inconciliáveis e inimagináveis. É claro que existem exceções, e elas são necessárias para dar um ‘ar democrático’ ao processo de tomada definitiva do poder. Após um balanço da situação, verificou-se que:

-As Forças Armadas já não tem o poder de outrora, e mínguam humilhadas perante seus senhores. Qualquer voz que se levante poderá ser esmagada pelo rolo compressor jurídico-econômico-administrativo da máquina governamental.

-Embora 80% da população seja católica evangélica, conseguiu-se a aprovação de leis que restringem a liberdade de culto e religião,  e obrigaram a maioria a aceitar práticas contrárias aos seus valores morais,  como aborto, uso de drogas, promoção da sodomia e a justificação do crime pela condição social.

-As escolas públicas continuam com ensino de baixa qualidade, mas agora atuam também como verdadeiros centros de formação marxista através de professores militantes e livros socializantes.

-A maioria da população não possui hábitos de leitura e não se interessa pela vida política, se permitindo formar opiniões através de programas televisivos de baixo nível e jornais comprometidos com grandes investimentos em publicidade governamental.

-O intercâmbio entre os camaradas latinos, permitiu uma grande interferência  nos demais países latino americanos, a ponto de exportar o modelo de “aparelhamento”  estatal utilizado no Brasil.

- A “elite” intelectual é incapaz de lidar com processos dialéticos hegelianos, e não consegue detectar os movimentos de enredamento.

Com todo este cenário “favorável”, e tendo feito um “balão de ensaio” em Honduras, para instrumentalizar o processo de “ plebiscito constitucional “ como legítimo “direito democrático” para acabar com a democracia, podemos esperar que toas as possibilidades existentes se resumirão na condição que se apresentará na´próxima eleição para presidente: “Se ganharmos, o partido ganha! Se perdermos, o partido ganha!”

 

Wellington

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