terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

“Aos amigos, tudo! Aos inimigos, os rigores da Lei”

Esta frase (de Getúlio Vargas), representa bem o estado de podridão que tomou conta das instituições jurídicas e políticas de nosso país. A parcialidade desfigura a justiça, entorta sua balança, e tira a sua venda. Com o exemplo, podemos ver a correta aplicação da lei, no caso do governador do Distrito Federal, que montou sua própria ‘estrutura de corrupção e suborno’,e se atreveu a agir independentemente  das outras “máquinas de corrupção”, existentes nas diversas esferas de poder. Por qual motivo não se investigam as “máquinas” maiores, de gigantes estatais desviando dinheiro para ONGs de fachada, de lobbys governamentais favorecendo setores privados de telecomunicações, de acordos internacionais que geram prejuízos aos cofres públicos, e da privatização de recursos públicos pelos sindicatos? Como sabemos, o lugar certo para Arruda e sua turma é mesmo a Colagemprisão, mas juntamente com ele devem estar os operadores e arquitetos dos demais propinodutos e das pirâmides de corrupção. O que as instituições sérias deste país não devem permitir, é que somente a “maquina” do Arruda seja desmontada, e ainda cinicamente explorada, para beneficiar eleitoralmente o partido responsável pelo maior esquema de corrupção já criado neste país. O “mensalinho” do Arruda, é apenas um “aperitivo”, perto do mega mensalão e dos muitos propinodutos, engenhosamente montados para desviar grande volume de recursos públicos para o “caixa 2”. Esta é sem dúvida, a principal fonte dos “recursos não contabilizados”, forma carinhosa dos políticos se referirem ao que nós, contribuintes, chamamos de roubalheira. Agora que um punhado de políticos corruptos caiu, e pela primeira vez um chefe do poder executivo estadual foi preso, esperamos que a justiça siga em frente, e não se intimide quanto a apuração de crimes ainda maiores contra o erário público. Ficará muito mal para o poder judiciário, se for constatado que a justiça só funciona para crimes de corrupção cometidos por políticos opositores ao governo, e que a utilização pessoal de cartões corporativos sem limites, o favorecimento de grupos econômicos com informações privilegiadas, o enriquecimento ilícito de amigos e parentes, são perfeitamente justificáveis quando se tem uma popularidade avaliada através de pesquisas duvidosas.

Wellington

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