sábado, 23 de outubro de 2010

Gravações comprovam ligação de Dilma com dossiês (Matéria Revista Veja)


Guerra: PT aparelhou estado e gerou crise institucional

Depois de nova revelação feita por VEJA, tucanos lembram histórico de dossiês

Gabriel Castro

A reportagem de capa de VEJA, que mostra o grau envolvimento da máquina do governo com a elaboração de dossiês, repercutiu entre líderes da oposição. O presidente nacional do PSDB, Sério Guerra, afirma que a revelação é mais um sinal de que o país vive “uma crise importante”. Na avaliação de Guerra, o PT tem um longo histórico de uso da máquina pública para fins partidários: eles aparelham tudo o que estiver ao alcance das mãos: Casa Civil, Polícia Federal, Ministério da Justiça, o que for”, diz o tucano.

O presidente do PSDB afima que o governo petista degradou as instituições: “Os fundamentos políticos e democráticos estão sendo totalmente corroídos”. Para o senador Álvaro Dias (PSDB), o caso só reafirma a tese de que a montagem de dossiês constitui um método dos petistas: “É uma prática recorrente que vem desde 2002 e é incentivada pela impunidade”, afirma.

“Esse é o legado dos oito anos de governo Lula: uma época de corrupção, onde quem deveria dar o exemplo não dá”, opina a senadora Marisa Serrano. A tucana presidiu a CPI dos Cartões Corporativos, em 2008. Na época, a Comissão Parlamentar de Inquérito investigou a montagem de um dossiê contra o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e a ex-primeira dama Ruth Cardoso. O material foi reunido dentro da Casa Civil sob o comando de Erenice Guerra, que era braço-direito da então ministra Dilma Rousseff.

Na época, o governo minimizou o caso e chamou o dossiê de “banco de dados”. Em 2006, o dossiê montado para atingir o presidenciável tucano Geraldo Alckmin também foi tratado pelo governo como um caso isolado. Uma ação de “aloprados”, como afirmou à época o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No caso da quebra de sigilo fiscal de tucanos ligados a José Serra, os petistas concentraram a culpa no jornalista Amaury Ribeiro Júnior.

Reportagem de VEJA que chega neste sábado às bancas revela conversas gravadas entre o secretário nacional de Justiça, Pedro Abramobay, e seu antecessor, Romeu Tuma Júnior. “Não aguento mais receber pedidos da Dilma e do Gilberto Carvalho para fazer dossiês”, diz Abramovay em um trecho dos diálogos.

Tags: alvaro dias, dilma rousseff, dossiê, marisa serrano, psdb, pt, sérgio guerra.

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