segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Obama e a América Latina

O governo brasileiro sonha com uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU, e para isto faz qualquer coisa para aparecer no cenário internacional e reforçar sua imagem de pretenso líder dos países sul americanos. Mas os tiros saem todos pela culatra: – Na rodada de Doha tenta se impor de modo arrogante e utiliza  um discurso   aobantiamericano, se intromete atabalhoadamente  na conturbada questão da Palestina sem obter um mínimo resultado que seja. E mais recentemente, afronta a Itália ao acolher um terrorista assassino , insinuando que todo o processo tramitado na Justiça Italiana foi  uma fraude montada  com objetivo de perseguir um simples ativista de esquerda. É ridículo como o Brasil conduz sua política de relações internacionais, chega a ser quase infantil a falta de percepção do papel tolo que representa perante o mundo. Tolice também é esperar que Obama vá muito além das palavras cordiais em quando o assunto é o trato com a América Latina, cada ver mais próxima de Cuba e mais afastada da Democracia. O Brasil acena com seu “potencial energético”  de origem vegetal (biodiesel) e com o petróleo do Pré-sal, porém se esquece dos impactos ecológicos de suas mal conduzidas políticas ambientais, refletidas na acelerada destruição da Floresta Amazônica e pelo descaso com os programas de pesquisas de fontes de energia eólica e solar, praticamente infindáveis em nosso país. Os Estados Unidos são um pais que como bem disse Obama, continua tendo seus talentos e investirá muito mais agora em pesquisas científicas sobre energias eólicas e solares (e também, na pior das hipóteses aumentará o subsídio ao milho para fabricação de etanol) e  multiplicará a formação de profissionais de algo nível intelectual: – em 2008 foram registradas mais de 22.000 patentes de invenções, contra 14.000 do Japão, 4000 da China e as míseras 65 registradas no Brasil, o que não é de se admirar pois vivemos em um pais onde o presidente admite que não gosta de ler, pois acredita que a leitura é a causa  da sua flatulência. É pela  pouca leitura de nosso povo (e muita flatulencia!) que continuamos uma nação  eternamente “em desenvolvimento”. 

E por falar em gases, continuamos comprando o gás da Bolívia além de nossas necessidades, somente para financiar “La Revolución Bolivariana”.

Wellington 26/01/09.

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