quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Seu dinheiro paga os Kits-Gay, que seus filhos irão receber do MEC em 2011



Crianças de 7 a 14 anos estarão sujeitas à exposição nas escolas de todo o país, de materiais com conteúdo favorável a prática do comportamento homossexual, financiados com dinheiro público, através do Ministério da Educação. Esta iniciativa visda anular toda influência da família e da igreja sobre o comportamento sexual da criança, deixando para o governo socialista-ateu  esta incumbência. É a velha lavagem  lavagem cerebral  aplicada na escola  ...

Tanto o ABORTO quanto o COMPORTAMENTO HOMOSSEXUAL, fazem parte das POLÍTICAS GLOBAIS para CONTROLE POPULACIONAL  promovidas pela  ONU !!!

sábado, 18 de dezembro de 2010

Porque o Brasil, sendo um dos maiores arrecadadores de impostos do mundo, é tão corrupto e oferece péssimos Serviços Públicos?

A minha resposta a esta pergunta: 

Porque o povo é "educado" para ser como  gado, tendendo a  reagir com maior facilidade a um comportamento de manada, que aprendeu a considerar gratificante. Na manada não há espaço para análises ou responsabilidades individuais, não há preocupação com causa e efeito, somente há uma enorme necessidade de se sentir incluso no "grupo da maioria", que se dá através da adoção de um  mesmo  padrão comportamental, quase instintivo.

 O Sistema de Educação, os conceitos Politicamente Corretos e as Políticas Oficiais de Estado visam condicionar as pessoas, desde a tenra infância,  a adotarem  um comportamento social coletivo padronizado e subserviente (para não dizer idiotizado).  Como se conseguiu isto? 

1) Através anos de massificação de idéias, opiniões e comportamentos artificialmente construídos, e difundidos  pela  grande mídia (principalmente nas TV's, rádios, revistas e campanhas publicitárias). 

2) Pelo patrocínio,  financiamento e proteção legal  de pessoas corruptas, incompetentes ou com passado comprometedor,  para que consigam se eleger a importantes cargos políticos,  e  posteriormente sejam manipuladas (prêmio ou castigo) para  proteger e favorecer os interesses econômico-financeiros  de um pequeno grupo de predadores profissionais, que enriquecem cada vez mais às custas  de concessões, verbas bilionárias e todo tipo de benefícios públicos, que pelo desvirtuamento das funções do Estado, são  selvagemente  sugados de seus cidadãos e contribuintes.  

Massificar é impor idéias pré concebidas, de forma sistemática e repetida, até que as conclusões sejam automaticamente produzidas pelo público alvo.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Políticos brasileiros dão a si mesmos presente de natal de 62% de aumento. E a conta quem paga somos nós !

Acima, vemos um de nossos ilustres representantes se preparando para abocanhar mais esta mordomia, paga com o dinheiro  público arrecadado por  um dos mais extorsivos sistemas tributários do mundo. Nos discursos e nas propagandas vemos uma realidade muito diferente das estradas esburacadas, do péssimo sistema de saúde e do transporte público deplorável a que somos submetidos.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Países que não respeitam Direitos Humanos e Democracia boicotarão o Premio Nobel da Paz, dado ao ativista chinês Liu Xiaobo

A China e mais 18 países pretendem boicotar a entrega do Premio Nobel da Paz, dado a Liu Xiaobo, que cumpre prisão na  por "incitar a subversão". Os países que deixaram de estar presentes na cerimônia de entrega são:


Rússia, Cazaquistão, Colômbia, Tunísia, Arábia Saudita, Paquistão, Sérvia, Iraque, Irã, Vietnã, Afeganistão, Venezuela, Filipinas, Egito, Sudão, Ucrânia, Cuba e Marrocos.


Estranhamente, a alta Comissária da ONU para Direitos Humanos,  Navi Pillay, também anunciou que não participara da cerimônia, devido a "outros compromissos".  Só para lembrar, o influente Secretário Geral da ONU atualmente é o chinês Ban Ki-moon.



Marx e a mais-valia (Reprodução de Artigo)

Ilustração adicionada pelo blog
Para Bohm-Bawerk, a teoria do valor-trabalho de Ricardo (e, por extensão, a mais-valia de Marx), para além de falaciosa, apresenta uma noção de valor absolutamente inútil, porque não leva em conta o valor de uso, ou melhor, suas valorações subjetivas.

O que é a mais-valia marxista, fundamentalmente baseada na teoria do valor-trabalho de Ricardo? O próprio Marx, através de caminhos tortuosos, constrói um arrazoado explicativo no Capítulo XII do volume I de "O Capital" (Abril Cultural, SP, 1963):
"O trabalhador, durante parte do processo de trabalho, apenas produz o valor de sua força de trabalho, isto é, o valor dos meios de subsistência de que necessita. Produzindo num contexto que se baseia na divisão social do trabalho, ele não produz os seus meios de subsistência diretamente, mas sob a forma de mercadoria particular, fio, por exemplo, um valor igual ao valor dos seus meios de subsistência ou ao dinheiro com o qual os compra".
Perito na arte de complicar o óbvio, Marx continua:
"A parte de sua jornada de trabalho que ele precisa para isso é maior ou menor conforme o valor de seus meios de subsistência diários médios, conforme, portanto, o tempo de trabalho diário médio exigido para a produção. Se o valor dos seus meios médios de subsistência representa 6 horas de trabalho objetivado, o trabalhador necessita trabalhar em média 6 horas por dia para produzi-lo. Se ele não trabalhasse para o capitalista, mas para si mesmo, teria de trabalhar em média a mesma parte alíquota da jornada para produzir o valor de sua força de trabalho e assim obter os meios de subsistência necessários à sua manutenção ou reprodução continua. Mas como na parte de trabalho em que produz o valor diário da força de trabalho, digamos 3 xelins, ele produz apenas um equivalente ao valor dela já pago pelo capitalista e, portanto, repõe apenas o valor adiantado do capital variável pelo novo valor criado, aparece essa produção de valor como mera reprodução. A parte da jornada de trabalho em que sucede essa reprodução, é o que chamo de trabalho necessário, e de trabalho necessário o trabalho despendido durante esse tempo. Necessário ao trabalhador, por ser independente da forma social de seu trabalho. Necessário ao capital e seu mundo, por ser a existência contínua do trabalhador e sua base".

"O segundo período do processo de trabalho", continua Marx, "em que o trabalhador labuta além dos limites do trabalho necessário, embora lhe custe trabalho, dispêndio da força de trabalho, não cria para ele nenhum valor. Ele gera a mais-valia, que sorri ao capitalista com todo o encanto de uma criação do nada. Essa parte da jornada de trabalho chamo de tempo excedente, e o trabalho despendido nela: mais-trabalho".

O texto é obscuro, mas deixo a critério do leitor as diferenças essenciais entre o que dizem Ricardo, Proudhon e Marx sobre a mais-valia, e aqui peço licença ao leitor, por oportuno, para passar às criticas do economista Eugen von Bohm-Bawerk, autor da "Teoria Positiva do Capital" (1889) e um dos representantes da Escola Austríaca, celebrizada pela aplicação da teoria da utilidade marginal. Para Bohm-Bawerk, a teoria do valor-trabalho de Ricardo (e, por extensão, a mais-valia de Marx), para além de falaciosa, apresenta uma noção de valor absolutamente inútil, porque não leva em conta o valor de uso, ou melhor, suas valorações subjetivas. Para os integrantes da Escola Austríaca, valorar significa escolher entre distintas opções e escolher compreende querer isso mais do que aquilo. Cada ato de escolha, por sua vez, se caracteriza por uma densidade de psíquica de sentimentos, que é própria a quem compra e vende. O valor (preços), portanto, não passa da expressão do desejo das pessoas de adquirirem mercadorias.

A base da economia moderna - completa outro representante da Escola Austríaca, Ludwig von Mises (1881-1973), em "Ação Humana" (Instituto Liberal, Rio, 1990) - "é a noção de que é precisamente a disparidade de valor atribuído aos objetos trocados que resulta na sua troca. As pessoas compram e vendem unicamente porque atribuem um maior valor àquilo que recebem do que àquilo que cedem. Assim, uma noção de medição (metodologia) de valor é inútil. Essa noção só pode ser aferida pelo mercado, onde prevalece, por definição, a democracia econômica: é nele, por força da livre ação dos indivíduos (elegendo ou rejeitando mercadorias) que se determina o valor dos preços.

Essa, aliás, é a razão básica pela qual, segundo a Escola Austríaca, a economia planejada ou centralizada nas mãos do governo não funciona: a tecnoburocracia simplesmente não substitui a pluralidade ou a complexidade do mercado e dos seus agentes na formação dos preços, indicativo, no capitalismo, da diversidade da produção e do consumo - o que explica, na prática, o melhor desempenho econômico e a maior produtividade do sistema capitalista.

Para continuarmos nossa apreciação sobre a raiz do pensamento de Marx, que sobrevive basicamente como uma atitude crítica em face do pensamento dos outros, faz-se necessário tecer algumas considerações sobre o seu caráter. Desde a infância, o pai do "socialismo científico" cultivou a rebeldia como uma flor de estufa. No dizer da própria mãe, Henriette, detestava o banho e qualquer tipo de limpeza ou organização pessoal, ao tempo em que manifestava total aversão pelas formas tradicionais de hierarquia. Quando estudante em Bonn, tornou-se bêbado contumaz (dirigia um clube de porristas) e, para não pagar os credores, em geral, partia para a briga armada - sendo autuado, certa vez, por porte de arma. Depois de uma dessas prolongadas bebedeiras, disputou irresponsavelmente um duelo em que saiu ferido de raspão e, tempos depois, provocou um outro em que um admirador, "tomando suas dores", também saiu ferido.

Marx passava meses sem frequentar as salas de aula e, nessas ocasiões, adotou o hábito, segundo ele próprio muito produtivo, "de fazer enxerto nos meus escritos de todos os livros que lia". Como era leitor voraz, passou a maior parte da vida entre porres (tomava jarras e jarras de vinhos ordinários) e leituras as mais desencontradas, sendo considerado por observadores como um "intelectual boêmio".

No capítulo beligerância, pode-se dizer que Marx brigou com todo mundo, especialmente com aqueles a quem devia material e espiritualmente, e ainda de forma mais renhida com os que ousavam discordar de suas teorias, métodos ou ações políticas. Sua ameaça predileta, contra os adversários em geral, era um estribilho: "Eu o destruirei! Eu o destruirei!". Seguramente por isso o rival Bakunin o considerava um "monte de esterco", "burguês arrogante e autoritário", tipo "mesquinho e ambicioso", sempre movido pela "vaidade"; Proudhon, que o auxiliou em Paris com dinheiro e amparo, o julgava um "falsário" e "verme do socialismo"; o operário Weitling, um "analista de gabinete"; o jornalista Karl Heinzen, que trabalhou com Marx na "Gazeta Renana", definia-o como "um cruzamento de gato com macaco, espírito perverso que vivia sempre sujo, capaz de tudo, menos de um gesto nobre".

No entanto, em que pesem opiniões em contrário, Marx não era apenas um espírito diabólico ou um acadêmico ocioso interessado em aprofundar distinções filosóficas ou ainda um correto cientista social que a partir de um posto de observação de fatos e fenômenos, procurasse uma verdade plausível. Na realidade, Marx tornou-se um ideólogo e um moralista e, como tal, tinha sua verdade particular que deseja impor como única, eterna e universal - o então já delineado materialismo histórico, assunto que abordaremos no próximo artigo.
 Fonte: Mídia Sem Máscara

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Sobre "carochinhas" e Meio Ambiente ...

Meio Ambiente é um assunto que deveria ser tratado de forma muito mais responsável, do que apenas uma mera bandeira de militância "eco-verde" de orientação esquerdista.

A mudança que deve acontecer, passa por uma conscientizarão das reais responsabilidades e ações que cabem principalmente ao Governo, as Corporações e a Sociedade.

Os meros discursos políticos e as bonitas palavras de marketing,  não são capazes de fazer seus locutores mudarem as costumeiras atitudes irresponsáveis:

1- Governo - ignora o desmatamento em terras devolutas e parques florestais, não oferece tratamento de esgotos e faz marketing político com o tema.

2- Corporações - não se antecipam às legislações brasileiras tolerantes com a degradação ambiental, mantem a maioria de suas operações baseadas em queima de combustíveis fósseis, realizam investimentos (baixos) para redução da poluição somente após pressões  políticas ou em troca de compensações fiscais, tratam o tema apenas como uma questão de Relações Públicas e de "responsabilidade social", como formas de evitar reações dos stakeholders.

3- Sociedade - condicionada a reagir através do consumo, se referencia por uma falsa imagem de "país paradisíaco" e desconhece educação ambiental. Apenas recentemente passou a se dar conta do grande problema que enfrenta em relação aos recursos hídricos, minerais e florestais.

Esta é a nossa realidade, e se isto não mudar, todo discurso oficial será sempre "história da carochinha".

Wellington

sábado, 4 de dezembro de 2010

DEBOCHE: Stedile, líder do MST, recebe honraria do Congresso


Os deputados homenagearam o líder do MST, por serviços prestados ao Brasil. Perdoe-nos, mas não dá para resistir em citar Rui Barbosa: "De tanto ver triunfar as nulidades e ver prosperar a desonra, crescer a injustiça, agigantar-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e ter vergonha de ser honesto."

Foto: J Batista/Ag Camara 
Junto ao homenageado João Pedro Stedile, o Primeiro Vice-Presidente Marco Maia, o Segundo Secretário Inocêncio Oliveira e Dep. Jovair Arantes na cerimonia de entrega da comenda do Mérito Legislativo ao chefe dos guerrilheiros do MST

Ontem por indicação do deputado Brizola Neto (PDT-RS), o chefe dos terroristas do MST, João Pedro Stedile foi agraciados no Congresso Nacional, com a Medalha do Mérito Legislativo. Por seus relevantes serviços prestados ao país!?

Na cerimônia foi igualado ao Vice-Presidente da República, José Alencar Gomes da Silva, a economista Maria da Conceição Tavares e ao Ministro Francisco Cesar Asfor Rocha, do Superior Tribunal de Justiça, entre outros homenageados com a mesma comenda na ocasião.

A honraria a Stedile é uma piada de mau gosto. Um elogio ao desmando e a anarquia generalizada, um desrespeito a ordem e aos direitos fundamentais de propriedade e de dignidade humana.

Stedile é um verme perigoso, devia estar preso, num presídio de segurança máxima, por tentar subverter a ordem pública. 



Postado por Toinho de Passira
Fontes: Blog do JamildoRevista Veja”thepassiranews”

Veja o artigo completo no link abaixo:

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Eu nunca ví nenhum produtor rural ser condecorado no Congresso Nacional, mas agora estamos vendo um incentivador da  violência rural, invasões e  depredações ser condecorado solenemente. Se me dessem uma dessas, eu jogaria fora!

sábado, 27 de novembro de 2010

Russia reconhece que Stalin foi quem mandou assassinar 22.000 poloneses em Katyn, no ano de 1940, durante a Segunda Guerra Mundial

Deputados do parlamento russo (Duma), aprovaram uma declaração na sexta-feira,  reconhecendo que o massacre  de 22.000 oficiais poloneses em Katyn, 1940, foi um crime cometido pelo regime de Stalin.
"Os materiais que foram mantidos em arquivos secretos por muitos anos mostram que o massacre de Katyn foi cometido por ordens diretas de Stalin", diz o esboço.
Segundo dados oficiais, mais de 20.000 oficiais poloneses foram mortos em 1940 pelo NKVD - a polícia secreta soviética. As execuções tiveram lugar em várias partes da Rússia, Ucrânia e Bielorrússia. O maior massacre ocorrido foi na floresta de Katyn, perto da cidade russa de Smolensk.
O massacre de Katyn era a fonte de tensão nas relações russo-polonesa, mas recente admissão da Rússia que as forças soviéticas foram responsáveis fizeram muito para melhorar as relações.
O responsabilidade do regime comunista Russo só veio à tona quando o ex presidente russo Mikail Gorbatchov revelou ao mundo documentos secretos contendo provas sobre a autoria do massacre. Até então, consideravam-se os nazistas alemães como os autores desta tragédia humana.  

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Caso Battiste: No Brasil, Direitos Humanos de terrorristas comunistas valem mais do que os direitos das vítimas comuns

"A promoção dos direitos humanos deve se impor sobre os motivos persecutórios, quaisquer que sejam".

Nosso ilustre hóspede, membro do grupo terrorista italianos PAC - Proletários Armados pelo Comunismo, responsável por inumeros roubos, atentados e pelo menos 04 homicídios está em vias de obter os status de refugiado político, o que lhe dará o direito de em breve aproveitas as praias, o carnaval e quem sabe até conseguir um carguinho comissionado em alguma esfera governamental.

Tudo isto é possível porque o Brasil, diferentemente da Itália, sabe muito bem proteger o sigilo bancário e os Direitos Humanos ... dos bandidos. Já os cidadãos comuns brasileiros, mal podem sair à rua, pois a criminalidade e o tráfico de drogas estão tomando conta de tudo, e matando mais de 50.000 (cinquenta mil)brasileiros  todos os anos. Sem falar a quantidade enorme que morrem devido ao atendimento precários dos hospitais e os acidentes de trânsito.  
O Supremo Tribunal Federal lavou as mãos sobre este assunto, e deixou para que o Presidente da República resolva o que há muito já está decido, pois a iniciativa de conceder asilo político foi do próprio governo brasileiro, por intermédio de seu antigo Ministro da Justiça Tarso Genro.  É muito provável que Lula declare sua opção favorável a Battiste antes que a Dilma tome posse, para evitar um possível desgaste em inicio de mandato.

Tchau Lula! Mas, quem era ele mesmo?

Nunca antes, na história desse pais se teve tanto medo de deixar o poder e entrar no ostracismo. Para este cidadão continuar em evidência nos próximos 04 anos, será necessário que a máquina pública direcione dede já os holofotes para ele, e que a atual presidente eleita esteja disposta a cometer um sucídio político. Será que ela vai topar, agora que chegou ao "céu"?

Tem gente torcendo para chegar logo 2014.

Governo da Venezuela proíbe uso da imagem de Chavez


Por enquanto o Brasil ainda não virou Venezuela, então essa é para Hugo Chavez, "com carinho".

Crédito ao blog Cavaleiro do Templo http://cavaleirodotemplo.blogspot.com/2010/11/venezuela-proibe-uso-da-imagem-de.html

Receita Federal (nas mãos do PT) agora já pode quebrar Sigilo Bancário

O Supremo Tribunal Federal decidiu por seis votos a quatro, que a Receita Federal poderá acessar  diretamente os dados financeiros sigilosos das pessoas físicas, sem que haja necessidade de  autorização do Poder Judiciário.
Votos vencidos:  Marco Aurélio Melo, Celso de Mello, Cezar Peluso e Ricardo Lewandowski.
Face aos últimos acontecimentos em relação ao uso político da máquina pública,  e da quebra dos  sigilos bancário-fiscal de várias figuras públicas (obviamente de oposição ao governo), esta é uma notícia que devemos acompanhar com muito pesar e muitas suspeitas.

Está havendo uma concentração muito grande de poder sobre o EXECUTIVO, e consequentemente,  o  esvaziamento da força do JUDICIÁRIO e do LEGISLATIVO, em troca do aumento significativo das vantagens, benefícios e regalias corporativas e pessoais.
Falta ainda ao governo de orientação marxista, para que consiga atingir seu objetivo totalitário, obter o o CONTROLE DA MÍDIA e o controle sobre os SIGILOS TELEFÔNICOS (pleiteado pela ressuscitada TELEBRÁS).

Assim que obtiver estes controles, o governo (entenda-se PT) poderá conhecer  os pontos fracos de todos os seus adversários e desafetos, podendo prever e se antecipar a qualquer movimento que considere hostil, de forma a anular a mínima possibilidade de deixar o poder.

A minhoca chegou ao poder, e se transformou em uma anaconda faminta.

O Aborto existe, e a culpa é dos bebês, dos fogões à lenha e das crocheteiras

Aborto

“Enquanto cidadão, sou contra o aborto. Enquanto chefe de Estado, tenho que tratar o aborto como uma questão de saúde pública, porque tenho que reconhecer que ele existe. Tem milhões fazendo aborto, meninas pelo interior do País colocando fuligem de fogão de lenha. Meninas que estão furando o útero com agulha de crochê.”  Lula

Diário Catarinense, 25/11/2010.


http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&local=18&source=a3120630.xml&template=3898.dwt&edition=15963&section=134 


Lula, a solução para acabar com os "milhões" de abortos é "simples": - É só distribuir fogões a gás e proibir a venda de agulhas de crochê.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

A SEMÂNTICA PERVERSA DO PROGRESSISMO

A principal causa da apatia de muitos (e da aversão de certos grupos radicais) aos valores Cristãos é a atual HEGEMONIA do pensamento PROGRESSISTA nos meios de comunicação e nas universidades (principalmente as públicas),que patrocinadas pelo Governo, buscam apresentar esta corrente de pensamento como forma superior de "intelectualidade", e de convívio social.

Tais setores formadores de opinião, amplificam negativa e exageradamente tudo o que puderem associar  à conduta moral do Cristianismo, ao que eles mesmos chamam de "fanatismo religioso", "preconceito" e "obscurantismo científico".
O PROGRESSISMO da ESQUERDA política, carrega dentro de si todo o desejo POSITIVISTA de excluir da sociedade as influências da METAFíSICA e da RELIGIÃO. Nesta missão, a SEMÂNTICA é uma grande aliada na conquista das mentes pouco refinadas pelo hábito da LEITURA.

O Brasil precisa saber que PROGRESSISMO não necessáriamente leva ao progresso,  e que POSITIVISMO é a negação do espírito do homem, e de Deus.

Seção Nostalgia: Lupicínio Rodrigues - Pout pourri (programa "Sambão" - 1973)



Homenagem ao grande compositor brasileiro,  Lupicinio Rodrigues (!914-1974).

Bombas nucleares de 1945 até 1998. por isao hashimoto

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Para quem não entende esse país, está aí a explicação!

Estado: ministro de Deus (Artigo do Júlio Severo)


Seja qual for o país - Império Romano, Israel, Brasil, EUA, etc. -, todo governo tem ordens divinas de impor punição e retribuição à altura dos crimes cometidos, usando inclusive a aplicação de força e meios letais.

A função de autoridade governamental constituída é trabalhar como ministro de Deus para o bem, isto é, para a segurança, ordem e a paz da sociedade (Rm 13:3,4). Esse serviço ou ministério estatal para o nosso bem deve, de acordo com o Apóstolo Paulo, ser implementado de duas maneiras importantes e fundamentais:
1) Castigar o mal (13:3,4). O Estado recebe de Deus uma responsabilidade e uma função explicitamente proibidas às igrejas cristãs (Rm 12:17-19). As igrejas cristãs não têm chamado e autoridade para multar, prender, castigar ou executar criminosos, assassinos e estupradores. Mas o que Deus proíbe às igrejas ele ordena ao Estado fazê-lo. Os governantes (presidente, comandantes militares, prefeitos, delegados de polícia, etc.) devem ser austeros no combate ao mal, pois liberdade sem restrição resulta em anarquia. O governo não pode ser complacente com os crimes, com o mal, com a anarquia, com as forças desintegradoras que tentam anarquizar a sociedade.

O governo não pode agir com frouxidão no castigo dos crimes. Ele precisa punir exemplarmente os promotores do mal. Tem de reagir com rigor e firmeza contra toda forma de violência, crime e suborno (Gn 9:6; Pv 17:11,15; 20:8,26; 24:24; Rm 13:4).
2) Elogiar os cidadãos que fazem boas obras (Rm 13:3,4). O objetivo do governo não é substituir a família e a igreja nos seus papéis importantes de bem-estar social, nem substituir os cidadãos em sua liberdade e chamado divino de amar o próximo. O papel do governo é elogiar aqueles que fazem o bem.

Como diz Mary Pride em seu livro De Volta Ao Lar: "O versículo não diz absolutamente nada sobre o governante fazendo o bem, nem nas próprias palavras nem no contexto. O versículo anterior nos diz que o governante nos elogiará se nós fizermos o que é bom. Por que? Porque ele é servo de Deus para nós em favor do bem. A responsabilidade do governante é estabelecer uma atmosfera na qual as boas obras de cada pessoa sejam incentivadas e as más ações sejam reprimidas. Obviamente, se o governante começar a sentir que é dever dele fazer todas as boas ações, ele não vai querer elogiar as boas ações dos cidadãos. Além disso, ele fará tudo o que puder para reprimi-las, já que as boas ações dos cidadãos estarão rivalizando com os planos do governo e usurpando sua autoridade. Essa sempre foi a situação dos países socialistas [como a ex-União Soviética], cujas leis proibiam as instituições de caridade particulares. A afirmação de que o governante é servo de Deus para nos fazer o bem, através das entidades de assistência social do governo, não tem base bíblica, pois esse tipo de raciocínio contradiz tanto o texto quanto o contexto de Romanos 13:4".
Quando o governo muda o foco e quer ser o Supremo Benfeitor, ele tira mais impostos dos cidadãos, que ficam com muito menos de seu próprio dinheiro para fazerem caridade e ajudarem os necessitados. A enorme e exagerada carga de impostos, cobrada sob a desculpa de ajudar os pobres, provoca um grande sangramento dos recursos das famílias, escoando em grande parte para os bolsos, cuecas e cofres de governantes corruptos. Enquanto isso, a função fundamental de o Estado dar segurança à sociedade fica à deriva.
No caso específico do governo brasileiro, como é que ele conseguirá enfrentar a macabra pena de morte aplicada anualmente pelos criminosos a mais de 50 mil vítimas brasileiras? Não pode, pois ele está ocupado demais competindo com as famílias e igrejas na oferta de caridade. Governo brasileiro como terror para os bandidos? Nem sonhando.
O desempenho do governo brasileiro está bem distante da responsabilidade que o Apóstolo Paulo aponta no Novo Testamento: "Visto que a autoridade é ministro de Deus (ênfase nossa) para seu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada (ênfase nossa); pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal (ênfase nossa). É necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa do temor da punição, mas também por dever de consciência". (Rm 13:4,5).
A palavra grega para espada, μάχαιραν (machaira), é usada por Paulo aqui como símbolo de punição capital, que é a pena mais elevada e compatível com o crime mais elevado, que é tirar injustificadamente uma vida humana inocente.
Tal postura nada tinha a ver com legalismo, pois Paulo não estava falando sobre espada nas mãos da igreja, mas nas mãos de quem competia: o Estado. Como o melhor intérprete da missão, vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo, Paulo sabia perfeitamente separar o papel da igreja (oferecer a compaixão e misericórdia de Deus, que é parte integral do caráter amoroso de Deus) e o papel do Estado (aplicar punições, que é parte integral do caráter justo de Deus).
Ele combatia o legalismo dentro da igreja como nenhum outro apóstolo, de modo que se algum novo ensino instruísse que era missão da igreja aplicar multas, prisão, castigos ou pena capital em criminosos, ele o refutaria como legalismo, pois a igreja jamais pode usurpar ou substituir o Estado em sua missão.
De forma semelhante, ele jamais aceitaria um ensino que defendesse o Estado usurpando ou substituindo a igreja em sua missão e ministério de misericórdia e transformação (também chamada de "reabilitação") de pecadores.
Portanto, como profundo conhecedor dos Evangelhos, o que Paulo faz em Romanos 13 não é oferecer sua opinião pessoal, mas descrever o rigoroso chamado anticriminal do governo tal qual deve ser, de acordo com a vontade de Deus. Seja qual for o país - Império Romano, Israel, Brasil, EUA, etc. -, todo governo tem ordens divinas de impor punição e retribuição à altura dos crimes cometidos, usando inclusive a aplicação de força e meios letais.
Em sua função, o papel do Estado é ser, nas palavras do Apóstolo Paulo, terror para as más ações: assassinatos, estupros, sequestros, pedofilia, etc. Assim como Deus não tolera o mal, também as autoridades devem ter pulso forte para combatê-lo. Quando o Estado impõe aos malfeitores punições de acordo com o merecimento de seus crimes, está agindo como servo de Deus, executando sobre eles a ira divina (Rm 13:4).
A diferença é clara. A igreja é chamada para mostrar a misericórdia, o amor e a compaixão de Jesus Cristo a toda a sociedade, inclusive ministrando cura e libertação. O chamado da igreja também inclui a importante responsabilidade de dar educação às suas congregações.
Mas o Estado é chamado a mostrar a ira de Deus sobre os malfeitores e elogiar os que fazem o bem. Portanto, grande é a distância de atuação entre esses dois diferentes ministros de Deus, embora misericórdia e justiça sejam componentes completamente unidos no caráter de Deus.
O que o Estado não pode fazer, a igreja deve fazer. O que a igreja não pode fazer, o Estado deve fazer.
Ao falar sobre o Estado e seu direito de executar malfeitores culpados de cometerem o mais elevado ato de violência contra a inviolabilidade, valor e sacralidade da vida humana, Paulo não estava se referindo a um Israel teocrático, que nem existia mais na época. Evidentemente, ele estava falando do Império Romano, um governo que aplicava amplamente a pena de morte. Suas palavras confirmavam e corrigiam o papel do Estado. Confirmavam o papel do Estado como executor de assassinos e outros indivíduos de igual periculosidade. E corrigiam mostrando que a execução não é um direito ilimitável, isto é, o Estado não tem autorização de Deus para executar toda e qualquer pessoa. Apenas criminosos de alta periculosidade.
Tal compreensão hoje é importante, quando vemos governos comunistas e islâmicos executando homens e mulheres pelo "crime" de se converterem a Cristo. Já na Europa, que se orgulha de não mais aplicar a pena capital em assassinos e outros criminosos perigosos, há uma ampla aplicação dessa pena em inocentes, mediante práticas de aborto, infanticídio e eutanásia. São literalmente milhões de vidas inocentes perecendo sob o peso de uma pena capital 100% injusta imposta pelo Estado.
No Brasil, que se orgulha igualmente de não ter pena capital para criminosos assassinos, o governo não só tolera que mais de 50 mil brasileiros inocentes sofram a pena de morte, muitas vezes sob tortura e crueldade, nas mãos de criminosos, mas também está trabalhando para seguir o padrão europeu de aplicação dessa pena em bebês em gestação, doentes, deficientes e idosos, mediante a aprovação de leis de aborto e eutanásia.
O que fazer nesse cenário onde o Estado mostra misericórdia para quem deveria punir e mata quem precisa de proteção e misericórdia? Como servos de Deus, devemos orar pelos governantes (1Tm 2.1,2), para que cumpram sua missão. Devemos honrá-los, obedecer-lhes e pagar-lhes impostos para sustentá-los em seu papel de dar segurança contra os malfeitores. Mas devemos também confrontá-los se eles se desviarem de seu chamado fundamental, pois quer saibam ou não, eles governam debaixo do próprio governo de Deus e o representam.
Servos de Deus como o Apóstolo Paulo são como a consciência do Estado e seus governantes, alertando-os sempre que perderem o rumo da sua caminhada. 

terça-feira, 9 de novembro de 2010

O conceito de neoliberalismo (Reprodução do excelente artigo de Thiago Beserra, publicado no site Mídia Sem Máscara - 08/11/2010)

Dizer que FHC foi pró-mercado por privatizar algumas estatais é puro desconhecimento dos dados. É falta de estudo e necessidade de repetir jargões da esquerda.

1. Um conceito marxista

Neoliberalismo sempre foi um conceito confuso. Em quase todas as situações é citado de forma negativa: trata-se de um mau sistema. Isso ocorre porque o neoliberalismo é visto como representação ideológica máxima do capitalismo. E o sistema capitalista é dividido em duas classes: capitalistas e explorados. Os primeiros exploram os segundos através da mais-valia. Essa linha de pensamento é tipicamente marxista. O neoliberalismo então implica no livre mercado: desmantelamento do Estado de Bem-Estar Social, desregulamentação de mercados, proteção da propriedade capitalista, entre outras ações. E o governo cuidando das pessoas é uma forma de amenizar o mal que o sistema capitalista causa nas pessoas.
Se aceitarmos tais termos estamos caindo num debate claramente marxista. E aceitar o marxismo é cair numa discussão apenas ideológica. Apesar de já estar provado por vários autores que existe uma ciência positiva e outra normativa, os marxistas insistem em atribuir conteúdo ideológico em tudo. É fácil entender isso, porque o próprio marxismo nasceu assim. Caso os marxistas rejeitem a ideologia em outras escolas econômicas, estariam negando sua própria base. Então esse caminho é impossível. Ludwig von Mises e Friedrich von Hayek provaram que a economia planificada, ou marxismo, é impossível. Mises vai além e diz que Karl Marx confundiu classe com casta.

Para Marx, a sociedade é composta por classes separadas, e as que estão no poder não permitem mobilidade. Mises demonstrou que no capitalismo não existem castas econômicas: os que conseguirem atingir a demanda das massas ganharão dinheiro, não importando sua origem ou escolhas pessoais.

Na prática nenhuma das profecias de Marx se cumpriu: a revolução nos países capitalistas, quedas na taxa de lucro, aumento da classe operária etc. Mesmo assim, os marxistas criaram desculpas para tais falhas, como, por exemplo, uma teoria do imperialismo. O filósofo Imre Lakatos chamou o marxismo de programa degenerativo justamente por, no lugar de abandonar as bases erradas da teoria, tentou proteger as ideias originais de Marx. Todavia, não é intenção deste artigo se estender sobre esse debate. Apenas gostaríamos de deixar claro que o neoliberalismo é um conceito tipicamente marxista. Quaisquer autores que se pegue para ler sobre esse conceito, seja Perry Anderson, Atílio Bóron etc, no final se chega a mesma conclusão: o neoliberalismo é o representante ideológico máximo da economia de mercado e dos capitalistas e seu programa político é a desregulamentação dos mercados.

2. O programa político: Consenso de Washington


Em 1990, John Williamson publica What Washington Means by Policy Reform, artigo que daria origem ao Consenso de Washington. O artigo contém dez propostas para a América Latina que tinham dado certo em outros países. As propostas consistiam numa tentativa de modernização do Estado visando substituir o de Bem-Estar. Defendia-se o equilíbrio fiscal e a prioridade na eficiência nos gastos públicos. Ou seja, seria saudável se os países não mais incorressem em altos déficits. Também era preciso visar a eficiência dos gastos públicos, não necessariamente diminuindo-os, mas criando uma máquina burocrática mais limpa e que atendesse os anseios dos cidadãos. Uma reforma tributária também seria necessária, pois altos impostos indiretos acabam pesando mais no bolso do pobre, e a base do imposto de renda deveria ser ampla com alíquotas marginais reduzidas.

A taxa de juros e a de câmbio deveriam, segundo o CW, ser estabelecidas pelo mercado, e não controlada pelo governo. Os direitos de propriedade também deveriam ser amplamente defendidos pelos governos, pois sua fraqueza jurídica afasta investimentos. Na América Latina da década de 80 os setores da economia eram amplamente cartelizados e existiam diversas estatais. Assim, o CW propôs que se privatizassem estatais ineficientes (não necessariamente todas) e que se desregulamentassem os setores privilegiados, pois tal estado inibia a concorrência. Para finalizar, o país deveria abrir seu mercado para o Investimento Estrangeiro Direto.
Esse é um resumo das propostas do CW. Mais detalhes ver o artigo do Paulo Roberto de Almeida, O Mito do Consenso de Washington, e o próprio artigo do Williamson.

3. O que é livre mercado?


Notamos acima que o Consenso de Washington com certeza defendia um programa com mais liberdade econômica que o velho Estado de Bem-Estar. Contudo, concluir que por isso o CW é pró-mercado é um equívoco. Na verdade, o CW propõe melhorar o arranjo institucional do Estado. Ou seja, é um modelo que defende uma melhor eficiência do governo nos assuntos econômicos. Mesmo o Estado de Bem-Estar considerava a economia de mercado importante, mas bem menos do que o modelo do CW.

Para clarificar o assunto para o leitor, vamos utilizar a distinção defendida pelo economista Fábio Barbieri. Para o autor brasileiro as economias são mistas, possuindo características de economia de mercado e de planificação. Hong Kong é considerada a economia mais livre do mundo, mas não se pode dizer que lá exista uma economia de mercado plena. Há um grau de planificação econômica por parte do governo, mesmo que mínimo. Um leitor sagaz já pode imaginar então que algumas linhas de pensamento econômico acham que certo grau de planificação é necessário para alcançar a eficiência econômica. É o que acontece, por exemplo, com a Escola de Chicago, que defende a existência de uma entidade monopolista da moeda, apesar de defender também várias desregulamentações. Na Escola Austríaca se encontra economistas que defendem a economia de mercado plena, como Murray Rothbard, e outros que defendem uma pequena intervenção governamental, como Ludwig von Mises.

Para Rothbard, o Estado é desnecessário e sempre causa distorções nas ações dos indivíduos, então a máxima eficiência econômica só é alcançada com um arranjo institucional apenas com agentes privados.

Outros economistas defendem a total planificação da economia, que é o caso dos socialistas. Qualquer arranjo de mercado é ruim, então o governo deve controlar toda a economia. Tal política é típica de regimes socialistas, como a Alemanha Nazista e a União Soviética. Mas, no geral, os economistas atuais defendem a economia mista. E o Consenso de Washington é apenas uma reforma das intervenções do governo, buscando mais eficiência, e abertura controlada para o comércio internacional. Se for perguntado a um socialista o que ele acha das propostas do CW, provavelmente ouviremos que tem "mercado demais". Se for perguntado para um rothbardiano, provavelmente ouviremos que há intervenção demais. Ou seja, o CW não defende planificação econômica e tampouco economia de mercado, é apenas reforma do velho intervencionista estatal. É o que chamamos de Novo Intervencionismo (ou neo-intervencionismo). Se defendesse o livre mercado ou economia de mercado, o chamado "neoliberalismo" defenderia apenas soluções de mercado (ou seja, com instituições e agentes privados), sem nenhum tipo de arranjo governamental.

4. Debate teórico: uma refutação


A sessão anterior serviu para mostrar que as propostas ditas neoliberais do CW são na verdade neo-intervencionistas. Nesta mostraremos como as propostas deveriam ser caso quisessem defender a economia de mercado. A primeira parte das propostas trata da busca de eficiência do estado através do equilíbrio fiscal, melhor gasto público e reforma tributária. Essa também é a parte mais fácil de esclarecer: são todas medidas de arranjo governamental, ou seja, de controle de mercado. Então, essas propostas vão de encontro à economia de mercado, não a favor. O CW também defende reformas tímidas sobre a privatização e desregulamentação, pois uma visão de mercado defenderia simplesmente a extinção das estatais e todo tipo de regulamentação governamental.
A taxa de juros e de câmbio, a princípio, parece ser dois pontos de paz entre a economia de mercado e o CW.

Entretanto, um olhar mais cuidadoso nos trabalhos de Mises e Hayek revela o que seria um sistema financeiro de mercado: bancos privados emitindo moeda. Ou seja, num sistema financeiro de mercado não existiria banco central. Mais uma vez, o CW não defende a economia de mercado. A defesa dos direitos de propriedade e a abertura aos investimentos estrangeiros parecem ser o único ponto de comum acordo entre o CW e uma economia de mercado.

O debate aqui não é tentar descobrir se um arranjo só com instituições de mercado é bom ou possível, e sim que o CW não defende tal idéia. O correto significado dos conceitos é um pressuposto importante para qualquer debate e, infelizmente, na atualidade se tem usado o termo "neoliberalismo" associado ao livre mercado com intensa irresponsabilidade.

5. Evidência empírica: uma refutação


Devo confessar para os leitores que tenho pena de Fernando Henrique Cardoso. Apesar de ele ter se esforçado ao máximo para interferir no mercado, não foi o bastante: acabou sendo conhecido como pró-mercado (e como se sabe, isso necessariamente quer dizer uma coisa ruim no Brasil). E o que fez FHC para merecer tais títulos?

Como se sabe, até a década de 1980, era lugar-comum que o Estado de Bem-Estar Social era superior. Nessa década, essa idéia (na política prática, na teórica já era questionada) começou a perder força e líderes como Reagan e Thatcher desregulamentaram alguns mercados em seus países. Na década de 1990, no Brasil, Collor iniciou o programa de desestatização, onde, entre outras coisas, algumas empresas estatais seriam passadas para a iniciativa privada. Inclusive, Collor também é acusado de neoliberal, apesar de ter confiscado a poupança de toda a nação. Algumas outras inovações também foram trazidas: como a tentativa de se alcançar um equilíbrio fiscal, o estabelecimento de metas inflacionárias, independência do banco central, abertura do mercado financeiro etc. Com certeza foi uma mudança forte na política econômica. E quem mais a aprofundou foi FHC. E por isso ele é acusado de neoliberal. Aqui entra a parte mais interessante do artigo: o presidente-sociológo aumentou impostos, gastos públicos, criou 10 agências reguladoras, privatizou 8 empresas com participação do Estado (!) e grupos com influência política (fundos de pensão) e no começo do governo fixou o câmbio. Mesmo assim, é taxado de pró-mercado. Tem mais: segundo o índice de liberdade do Fraser Institute as leis de propriedade privada pioraram no Brasil na época de FHC. A área que mais teve melhora em relação à desregulamentação foi o mercado financeiro.

Durante a década de 90 o Brasil se tornou mais livre em relação à década de 80. Contudo, os índices de liberdade (tanto o do Fraser Institute como o da Heritage Foundation) mostram que o país passou longe de alguma reforma pelo livre mercado, se mantendo numa das economias mais intervencionistas do mundo. Não é preciso estudar o índice de todos os anos do Brasil (como o autor do presente artigo fez), basta apenas ler os feitos de FHC no parágrafo anterior e raciocinar se isso tem alguma relação com o livre mercado.

Então, dizer que FHC foi pró-mercado por privatizar algumas estatais é puro desconhecimento dos dados. É falta de estudo e necessidade de repetir jargões da esquerda. O que houve na verdade foi uma mudança no modelo de intervenção, mais leve, na verdade. E isso irritou os pensadores radicais pró-estado. E, para eles, a saída foi acusar os neo-intervencionistas (como Collor e FHC) de serem entreguistas. É isso o que acontece quando se mistura o debate acadêmico com o debate político: falácias, mentiras, manipulações e jogos sujos. Essa é a essência da política, e ela contaminou o debate nas academias.

6. Novo Intervencionismo


O leitor pode indagar que no artigo apenas tentou-se demonstrar que o termo neo-intervencionismo é mais correto que neoliberalismo. Todavia, a questão vai além. Quando se associa o liberalismo de alguma forma às propostas do CW ou do livre mercado, está se cometendo uma falácia, pois de nenhuma forma as ditas propostas (no conjunto, como vimos) neoliberais representam propostas de uma economia de mercado. Então a questão é mais profunda que pura lingüística. É questão de não cometer erros conceituais na investigação sobre o grau de intervenção e liberdade na economia. Neoliberalismo não existe. O Consenso de Washington possui propostas neo-intervencionistas. Os países que reformaram sua política econômica nos anos 1990 buscaram o neo-intervencionismo. O período pelo qual passamos na década passada e continuamos até hoje pode se chamar a Era do Novo Intervencionismo.

Thiago Beserra Gomes é estudante de Economia da Universidade Federal de Pernambuco - Centro Acadêmico do Agreste (UFPE - CAA).

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Além do arco-íris, Artigo de Miriam Leitão, Jornal O Globo de 29/10/2010.

.COLUNA NO GLOBO

Míriam Leitão
Além do arco-íris

O Brasil descobriu petróleo no pré-sal nos anos 50 e já o explora há décadas. O que houve agora foi a descoberta de grandes reservas, mas nem todo produto é de boa qualidade. A produção iniciada em Tupi é mínima perto do total extraído no Brasil. Principalmente é falsa a ideia de que o pré-sal é a solução mágica que garante o futuro. O governo faz confusão proposital quando o assunto é petróleo.

A excessiva politização do tema está criando mitos e passando para o país a ideia de que agora ganhamos na loteria, um bilhete premiado, que vai produzir dinheiro abundante que resolverá todos os nossos problemas. Isso reforça a tendência a acreditar na quimera, no “deitado em berço esplêndido”, que tem feito o país perder chances e assumir riscos indevidos.

A primeira descoberta de petróleo no pré-sal do Brasil foi em 1957 no campo de Tabuleiro dos Martins, em Maceió. A segunda foi em Carmópolis, em 1963. Ainda hoje se produz petróleo nos dois campos: no segundo, 30 mil barris por dia. O campo de Badejo, na Bacia de Campos, também fica na camada do pré-sal. Ele foi descoberto em 1975. Os dados contrariam o marketing do “nunca antes” e que esse petróleo é o “passaporte para o futuro”, como tem dito a candidata Dilma Rousseff.

Há produção de petróleo em campos de pré-sal no mundo inteiro. No Golfo do México, no Oriente Médio, no oeste da África, no mar do Norte. Um dos mais famosos é o de Groningen, na Holanda, descoberto pela Shell em 1959. Ainda hoje se tira petróleo de lá.

— O pré-sal invenção brasileira é uma distorção de marketing inventado pelos políticos do governo com apoio dos ideólogos da Petrobras e da ANP — explica o ex-diretor da Petrobras, Wagner Freire.

O Brasil produz hoje dois milhões de barris de petróleo por dia. Na melhor estimativa, a produção do pré-sal chegará a esse volume daqui a cinco anos. A exploração definitiva do campo de Tupi, que começou ontem, mas que na verdade ainda se encontra na fase de testes, foi de 14 mil barris, cerca de 0,7% da produção atual. A projeção é que em 2012 produza 100 mil.

— Na rodada zero de licitações, em 1998, a ANP permitiu que a Petrobras escolhesse todos os campos que gostaria de explorar. Ela não quis as áreas do pré-sal. Na época, o barril do petróleo custava em torno de US$ 15. Por esse preço, a exploração era inviável pelos custos e dificuldades. Hoje, o petróleo está cotado a US$ 80. É por isso que a produção começou a valer a pena — lembra o consultor Adriano Pires.

O campo de Tupi foi licitado para a Petrobras e outras empresas privadas no ano 2000, como resultado da segunda rodada da ANP. Em 2007, foi comprovado que havia petróleo e, diante dos indícios de grandes reservas 47, blocos do pré-sal foram retirados da competição.

Até agora ainda não se sabe quais são as reservas de Tupi. A Petrobras afirma que existem de 5 a 8 bilhões de barris. Mas a certificadora Gaffney, Cline & Associates, que foi contratada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) para analisar o campo, estimou um volume menor: de 2,6 bilhões de barris. Quem está certo? Ninguém sabe. É preciso fazer mais prospecção.

O relatório da Gaffney também diz que um dos campos de pré-sal, o de Júpiter, tem óleo pesado, ou seja, com menor qualidade, explica Wagner Freire. O gás possui 79% de CO2 e o petróleo é de 18° de API. O petróleo do tipo Brent e WTI, que são referência no mundo, possuem API acima de 30°. Quanto mais alta essa medida, mais leve é o petróleo, ou seja, dele se retira maior volume dos derivados mais valorizados. O petróleo que hoje se extrai no Brasil é de 20° a 22°. Tupi é um pouco melhor, 26°, mas ainda assim não chega ao nível do Brent e do WTI.

O fato de ter alto teor de CO2 no gás em Júpiter é um complicador. Se o CO2 for para a atmosfera, aumentará muito as emissões de gases de efeito estufa do Brasil.

Todo brasileiro admira a capacidade da Petrobras, provada ao longo de cinco décadas, de encontrar petróleo, desenvolver tecnologias e produzir em águas profundas. Mas a propaganda tem distorcido tudo, como se houvesse uma Petrobras velha e uma nova, do PT.

Não é verdade também que antes o petróleo brasileiro era carne de pescoço e agora acharam filé. Temos no Brasil óleos mais leves, ou seja filé mignon, em poços como os do Espírito Santo. O de Urucu na Bacia do Solimões é leve e sem enxofre, melhor que o Brent. E tem petróleo leve e pesado no pré-sal.

A Gaffney, que fez o estudo para a ANP, concluiu que todas as reservas do pré-sal juntas têm potencial de 15 a 20 bilhões de barris. Isso é uma boa notícia porque significa dobrar as reservas provadas do Brasil, que em 31 de dezembro de 2009 estavam em 15,2 bilhões. Poderíamos chegar a 35 bilhões e ganharíamos cerca de seis posições no ranking mundial de países com potencial para explorar petróleo, saltaríamos do 16º lugar para 10º, ao lado da Nigéria. Ainda assim, estaríamos longe de países como Arábia Saudita, com 314 bilhões de barris em reservas; Irã, com mais de 138 bilhões; Iraque, 115 bilhões; Kuwait, com 113 bilhões. Não seríamos também o primeiro da América do Sul porque a Venezuela tem mais de 99 bilhões de reservas comprovadas.

Há dificuldades técnicas nada desprezíveis para a produção desse petróleo em larga escala.

— Para se ter ideia, o campo de Roncador, que é no pós-sal, e foi descoberto em 1996, com três bilhões de barris de reservas, ainda não tem seu plano de desenvolvimento completo. E o desenvolvimento e a operação do pré-sal são mais complexos e mais caros — diz Freire.

Não existe um pote de ouro depois do arco-íris que vai resolver todos os nossos problemas. Ainda não inventaram um passaporte para o futuro que não seja trabalhar muito, poupar mais, investir sempre e, principalmente, educar a população.

LULA DISSE QUE VIA TUDO! - (Vídeo muito importante)

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Depoimento da escritora Ruth Rocha

Insurreição eleitoral derrotará Dilma

Sem medo do passado – Carta aberta de Fernando Henrique Cardoso a Lula

Publicado em 22 de Outubro de 2010 às 16:06Categorias: Artigos Por Editor

Fernando Henrique Cardoso

O presidente Lula passa por momentos de euforia que o levam a inventar inimigos e enunciar inverdades. Para ganhar sua guerra imaginária, distorce o ocorrido no governo do antecessor, autoglorifica-se na comparação e sugere que se a oposição ganhar será o caos. Por trás dessas bravatas está o personalismo e o fantasma da intolerância: só eu e os meus somos capazes de tanta glória. Houve quem dissesse “o Estado sou eu”. Lula dirá, o Brasil sou eu! Ecos de um autoritarismo mais chegado à direita.

Lamento que Lula se deixe contaminar por impulsos tão toscos e perigosos. Ele possui méritos de sobra para defender a candidatura que queira. Deu passos adiante no que fora plantado por seus antecessores. Para que, então, baixar o nível da política à dissimulação e à mentira?

A estratégia do petismo-lulista é simples: desconstruir o inimigo principal, o PSDB e FHC (muita honra para um pobre marquês…). Por que seríamos o inimigo principal? Porque podemos ganhar as eleições. Como desconstruir o inimigo? Negando o que de bom foi feito e apossando-se de tudo que dele herdaram como se deles sempre tivesse sido. Onde está a política mais consciente e benéfica para todos? No ralo.

Na campanha haverá um mote – o governo do PSDB foi “neoliberal” – e dois alvos principais: a privatização das estatais e a suposta inação na área social. Os dados dizem outra coisa. Mas os dados, ora os dados… O que conta é repetir a versão conveniente. Há três semanas Lula disse que recebeu um governo estagnado, sem plano de desenvolvimento. Esqueceu-se da estabilidade da moeda, da lei de responsabilidade fiscal, da recuperação do BNDES, da modernização da Petrobras, que triplicou a produção depois do fim do monopólio e, premida pela competição e beneficiada pela flexibilidade, chegou à descoberta do pré-sal.

Esqueceu-se do fortalecimento do Banco do Brasil, capitalizado com mais de R$ 6 bilhões e, junto com a Caixa Econômica, libertados da politicagem e recuperados para a execução de políticas de Estado.

Esqueceu-se dos investimentos do programa Avança Brasil, que, com menos alarde e mais eficiência que o PAC, permitiu concluir um número maior de obras essenciais ao país. Esqueceu-se dos ganhos que a privatização do sistema Telebrás trouxe para o povo brasileiro, com a democratização do acesso à internet e aos celulares, do fato de que a Vale privatizada paga mais impostos ao governo do que este jamais recebeu em dividendos quando a empresa era estatal, de que a Embraer, hoje orgulho nacional, só pôde dar o salto que deu depois de privatizada, de que essas empresas continuam em mãos brasileiras, gerando empregos e desenvolvimento no país.

Esqueceu-se de que o país pagou um custo alto por anos de “bravata” do PT e dele próprio. Esqueceu-se de sua responsabilidade e de seu partido pelo temor que tomou conta dos mercados em 2002, quando fomos obrigados a pedir socorro ao FMI – com aval de Lula, diga-se – para que houvesse um colchão de reservas no início do governo seguinte. Esqueceu-se de que foi esse temor que atiçou a inflação e levou seu governo a elevar o superávit primário e os juros às nuvens em 2003, para comprar a confiança dos mercados, mesmo que à custa de tudo que haviam pregado, ele e seu partido, nos anos anteriores.

Os exemplos são inúmeros para desmontar o espantalho petista sobre o suposto “neoliberalismo” peessedebista. Alguns vêm do próprio campo petista. Vejam o que disse o atual presidente do partido, José Eduardo Dutra, ex-presidente da Petrobras, citado por Adriano Pires, no Brasil Econômico de 13/1/2010.

“Se eu voltar ao parlamento e tiver uma emenda propondo a situação anterior (monopólio), voto contra. Quando foi quebrado o monopólio, a Petrobras produzia 600 mil barris por dia e tinha 6 milhões de barris de reservas. Dez anos depois, produz 1,8 milhão por dia, tem reservas de 13 bilhões. Venceu a realidade, que muitas vezes é bem diferente da idealização que a gente faz dela”.   (José Eduardo Dutra)

O outro alvo da distorção petista refere-se à insensibilidade social de quem só se preocuparia com a economia. Os fatos são diferentes: com o Real, a população pobre diminuiu de 35% para 28% do total. A pobreza continuou caindo, com alguma oscilação, até atingir 18% em 2007, fruto do efeito acumulado de políticas sociais e econômicas, entre elas o aumento do salário mínimo. De 1995 a 2002, houve um aumento real de 47,4%; de 2003 a 2009, de 49,5%. O rendimento médio mensal dos trabalhadores, descontada a inflação, não cresceu espetacularmente no período, salvo entre 1993 e 1997, quando saltou de R$ 800 para aproximadamente R$ 1.200. Hoje se encontra abaixo do nível alcançado nos anos iniciais do Plano Real.

Por fim, os programas de transferência direta de renda (hoje Bolsa-Família), vendidos como uma exclusividade deste governo. Na verdade, eles começaram em um município (Campinas) e no Distrito Federal, estenderam-se para Estados (Goiás) e ganharam abrangência nacional em meu governo. O Bolsa-Escola atingiu cerca de 5 milhões de famílias, às quais o governo atual juntou outras 6 milhões, já com o nome de Bolsa-Família, englobando em uma só bolsa os programas anteriores.

É mentira, portanto, dizer que o PSDB “não olhou para o social”. Não apenas olhou como fez e fez muito nessa área: o SUS saiu do papel à realidade; o programa da aids tornou-se referência mundial; viabilizamos os medicamentos genéricos, sem temor às multinacionais; as equipes de Saúde da Família, pouco mais de 300 em 1994, tornaram-se mais de 16 mil em 2002; o programa “Toda Criança na Escola” trouxe para o Ensino Fundamental quase 100% das crianças de sete a 14 anos. Foi também no governo do PSDB que se pôs em prática a política que assiste hoje a mais de 3 milhões de idosos e deficientes (em 1996, eram apenas 300 mil).

Eleições não se ganham com o retrovisor. O eleitor vota em quem confia e lhe abre um horizonte de esperanças. Mas se o lulismo quiser comparar, sem mentir e sem descontextualizar, a briga é boa. Nada a temer.

Fernando Henrique Cardoso

terça-feira, 26 de outubro de 2010

A Igreja amordaçada pelo PT

FAÇA A SUA PARTE, COMBATA O BOM COMBATE PELA VIDA !

Artigo do Estadão: É inconstitucional Estados vigiarem mídia, defende OAB

26 de outubro de 2010 8h 25

AE - Agência Estado



Lucas de Abreu Maia - O Estado de S.Paulo


A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) reagiu com veemência à criação de conselhos estaduais para fiscalizar e monitorar a mídia. Em nota divulgada ontem, a entidade repudiou as iniciativas, debatidas em ao menos quatro Estados, e as classificou de "inconstitucionais".

Elza Fiuza/ABR
 
Ação. OAB poderá questionar judicialmente a criação dos conselhos, diz Ophir Cavalcante

Na semana passada, a Assembleia Legislativa do Ceará aprovou a criação de um conselho de fiscalização da mídia no Estado. Piauí, Bahia e Alagoas também pretendem criar seus próprios colegiados - desta vez por iniciativa do Executivo. A criação de conselhos estaduais para monitorar a mídia surgiu na Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), convocada pelo governo no ano passado.

A polêmica ocupou a maior parte da reunião dos presidentes das 27 seccionais da OAB, ontem, em Brasília. Em nota de repúdio à criação dos conselhos, aprovada por unanimidade, a Ordem se diz preocupada com os males que esses órgãos "podem causar à livre manifestação de expressão e à liberdade de imprensa, fundamentais para a normalidade do Estado Democrático de Direito".

O presidente da entidade, Ophir Cavalcante, assinalou que a OAB poderá questionar judicialmente a criação dos conselhos. "Não podemos tolerar iniciativas que, ainda que de forma disfarçada, tenham como objetivo restringir a liberdade de imprensa. A OAB vai ter um papel crítico e ativo no sentido de ajuizar ações diretas de inconstitucionalidade (Adin) contra a criação desses conselhos", afirmou.

A Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e TV (Abert) também classificou de "inconstitucionais" as medidas. "De acordo com a Constituição, não cabe às assembleias criar esse tipo de conselho", disse Rodolfo Machado Moura, diretor de assuntos jurídicos da associação.

O diretor executivo da Associação Nacional de Jornais (ANJ), Ricardo Pedreira, também reagiu à criação dos conselhos. "É preocupante imaginar que possa haver instâncias controladas pelo Poder Executivo capazes de avaliar o que é conveniente para ser veiculado pelos meios de comunicação".

O presidente da Associação Nacional dos Editores de Revista (Aner), Ricardo Muylaerte, acredita que "o que está sendo proposto é uma maneira de "comer pela beirada" o assunto da censura propriamente dita".

Inconstitucional. O governo do Piauí rechaçou a proposta de criação de conselhos estaduais de comunicação no Estado após parecer da Procuradoria Geral do Estado, que classificou a proposta de inconstitucional, alegando que a matéria é de competência da União. "Não passa pela cabeça do governador Wilson Martins qualquer tipo de cerceamento de liberdade de expressão", assegurou o coordenador de comunicação do Estado, jornalista Fenelon Rocha.

O deputado estadual e presidente do PT, jornalista Fábio Novo, diz ser favorável aos conselhos para coibir abusos, mas defende a liberdade de expressão. Para o presidente do Sindicato dos Jornalistas, Luís Carlos Oliveira, o objetivo é democratizar os meios de comunicação e não censurar ou controlar.

No Maranhão, a criação do conselho de imprensa se arrasta desde 2007. A proposta foi entregue ao ex-governador Jackson Lago (PDT) e não foi retomada. As discussões cessaram quando ele teve seu mandato cassado, em abril do ano passado. / COLABORARAM LUCIANO COELHO e WILSON LIMA, ESPECIAL PARA O ESTADO

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